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Arquivo para a categoria ‘Casamento – Acesse o nosso site : http://www.micaff.com.br’

CASAMENTO: PARA ONDE FOI O AMOR?

Amor, muito mais do que a ideia de sentimento, é doação

Talvez não tenha havido, na história da humanidade, um período em que se falasse tanto de amor, como o atual. Os “hippies”, com dois dedos levantados em forma de “V”, pregaram “paz e amor”. Através do rádio ou da televisão, dos jornais, revistas ou cartazes, deduzimos, sem muito esforço, que amor é um produto de consumo.

Porque a estrutura social do homem é baseada em famílias, não pode haver sociedade humana sem que haja família. Estas são as primeiras a perder a idéia clara, objetiva do que é o amor e, conseqüentemente, não tê-lo na qualidade de sua determinação essencial. Nessa base, cônjuges colocam o rótulo de amor naquilo que é o seu maior inimigo: o egoísmo, ou seja, o uso das pessoas para satisfação do amor próprio.

Amor, muito mais que a idéia de sentimento, é doação. Dar de si mesmo a outrem. Amor é uma atitude demonstrada em algo que acontece de modo tangível. Em outras palavras, ninguém ama abstratamente. Notemos os exemplos bíblicos: “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”; “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho…”; “Ele me amou e a si mesmo se entregou por mim”. Por isso, o amor é primeiramente uma doação, uma entrega de alguém a outra pessoa. Tem que ser tratado, regado, cultivado. É onde me preocupo com o bem estar da pessoa amada, ajudando-a no que puder, planejando juntos a vida, na firme determinação de fazer tudo o que estiver ao meu alcance, pela felicidade dela.

O casal deve relacionar-se mutuamente na base do amor. Para Hegel, “o amor matrimonial significa, a consciência de minha unidade com o outro e do outro comigo”.

“No amor, eu conquisto minha autoconsciência unicamente como renúncia do meu ser para mim mesmo, minha individualidade, e conheço-me na unidade de mim mesmo para com o outro e do outro para comigo”. A união nesse alto nível, como expressa Lacey no livro “Casamento na Igreja e no Estado”, “é uma conjunção de duas vidas para viverem como se fossem uma”.

É tão parte integrante da ordem natural das coisas que Voltaire ousou dizer que se não houvesse amor assim no casamento, ele “seria inventado”.

Como é possível manter esta relação de amor no casamento? É preciso apropriar-se de um recurso que é descrito na Bíblia como Deus mesmo. Ele é amor e provou este amor para com os homens por meio da morte de seu Filho.

A família é um reflexo do amor de Deus, onde as partes não são, cada qual, fim para si mesmo, mas a vida em amor com o outro. No amor está estabelecido o marco de referência que não somente modela o padrão de relacionamento do casal, mas por sua vez, permite seu crescimento.

Sem a CONSCIÊNCIA de Deus e essa autoconsciência, não haverá compreensão do que venha a ser “dois sendo uma só pessoa”, nem solidariedade de matrimonial.

Sem Deus, instituidor do casamento, expressão máxima do amor, e sem o outro, cuja unidade com ele é imperativo divino, o ser humano restringir-se-á a uma pessoa privada, independente para si mesmo, na sua individualidade egoísta, alguém deficiente e incompleto.

Data: 3/3/2011 08:34:53

Fonte: Eli Fernandes de Oliveira

VALE A PENA SE CASAR?

VALE A PENA SE CASAR?
Embora marcado pelas decepções, Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade

Em conversas casuais, brincadeiras ou em sessões de aconselhamento com jovens e adolescentes, tenho notado certa aversão à idéia do casamento e suas implicações naturais, tais como: compromisso para a vida, criação de filhos, dedicação ao lar, submissão, amor incondicional, etc. …

Ao indagar dos jovens as razões que os levam a assumir tal postura negativa quanto ao casamento, obtive quase sempre as mesmas respostas:

- Sou produto de um casamento desfeito.

- Não sei quem é meu verdadeiro pai.

- Meus pais brigam e se agridem constantemente.

- Perdi a confiança nas pessoas.

- Não quero depender de ninguém.

- Não quero me comprometer com outra pessoa.

- Não posso colocar em risco a minha carreira profissional.

- Não acredito no amor verdadeiro.

- Não tenho visto bons exemplos ao meu redor.

A verdade é que 60% da população brasileira é composta de pessoas com menos de 30 anos de idade, das quais a grande maioria não acredita que o casamento seja uma instituição fundamental e imprescindível para uma sociedade sã. Esta minha afirmativa pode ser corroborada por um artigo que li num periódico nordestino cujo título era: “Casamento, O Túmulo do Amor”. Nele, o autor ressaltava que um número cada vez maior de pessoas está optando pela separação, a fim de evitar os contratempos da rotina, da convivência e do compromisso envolvidos no relacionamento matrimonial.

Jovem, que seja evangélico ou não, você está sofrendo a influência maciça de uma sociedade que, além de não temer a Deus, está sob o domínio do “deus do século” – Satanás (2 Co 4.4; 1 Jo 5.19). Ele tem influenciado esta sociedade incrédula no estabelecimento de uma filosofia que nega o casamento. Não como os agnósticos ascetas (1 Tim 3.6), barateando o sexo num mercado onde o corpo virava mero objeto sem valor.

O mundo moderno está produzindo uma geração de pessoas solitárias e individualistas que preferem “momentos juntos”, sem nenhum compromisso duradouro. O jornal “The New York Times” publicou recentemente um artigo que definia esta geração como “The Uncommitted Generation” (A Geração Sem Compromisso). Então, não é de se admirar que os jovens educados para constituírem uma nação de indivíduos, não acreditem que a família seja o único meio de se preservar o verdadeiro amor a partir de um compromisso que gera relacionamentos sadios, duradouros e equilibrados; condições indispensáveis para a preservação da sociedade.

Qual a posição da Igreja Evangélica nesse particular? Dos quase 20 milhões de pessoas que pertencem à alguma denominação evangélica, cerca de 60% compõem-se de jovens. Será que estamos de olhos vendados para a realidade dos conflitos e das dúvidas que afligem nossa juventude? No que diz respeito ao amor, sexo e compromisso, eles gravitam entre tabus, preconceitos, medo, curiosidade, apelos, tentações, conselhos tímidos, desconfiança e chavões pastorais. Andam como quem procura uma cidade num território sem mapa. Qualquer trilha pode ser a opção.

A revista evangélica “Christianity Today” publicou uma pesquisa feita pelo conferencista e escritor Josh MacDowell, na qual constava que: “65% dos jovens que freqüentam regularmente as Igrejas conservadoras já tiveram algum tipo de experiência sexual” (CT 18/03/88). Isto, entre outras coisas, mostra que estamos mais contaminados do que pensamos e devemos, sem demagogia e farisaísmo, interceder por nossos jovens.

Precisamos estar conscientes de que os livros, os periódicos, os seminários, os vídeos e os sermões sobre o valor da castidade e felicidade no casamento até que a morte nos separe não nos isenta da responsabilidade de transformarmos nossos relacionamentos conjugais em exemplos; modelos dignos de serem imitados pelos adolescentes e jovens que precisam ver a família do seu pastor, dos diáconos, de seus professores e líderes, a materialização ou a concretização dos princípios bíblicos que tanto pregamos.

Ao entregar sua vida ao senhorio absoluto de Jesus Cristo, você pode ter a certeza de fazer parte de uma nova criação (2 Co 5.17), podendo contar com o poder do Espírito Santo para o estabelecimento dos relacionamentos fundamentados no amor genuíno e no compromisso duradouro. Isto não significa “mares de rosa”, mas a promessa da graça de Deus para superar as lutas do dia- a-dia. Se o problema por falta de exemplos, temos o amor de Cristo por sua Igreja, o qual se constitui o parâmetro mais fidedigno que pode existir.

A hora é esta, jovem – “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade…” (Ec 12.1) e, embora marcado pelas decepções deste mundo, confie nAquele que pode renovar a sua mente, perdoa-lhe os pecados e lançar fora todo o temor. Ele o amou primeiro com seu amor incondicional (1 Jo 4.19) e derramou em seu coração esse mesmo amor que o ajudará a superar o receio e a desconfiança em relação ao casamento. Permita que Ele o conduza a experimentar o caminho sobremodo excelente. Então dirá…

Valeu a pena!

Data: 10/3/2011 09:31:04

Fonte: Armando Bispo da Cruz

Casamento, Sexo e o Celibato

(1 Co 7.1-7)

Pr. Davi Merkh (com Felipe Hirata)

Para alguns, “sexo” é um palavrão. Quanto menos se fala, melhor. Para outros, a palavra “sexo” atrai como ima: colocá-la na capa de uma revista ou em luzes de néon, é chamar a atenção de todos ao redor. Vivemos num mundo de desequilíbrio sexual. Por um lado, sexomaníacos. Por outro, sexofobíacos. Há dois extremos: libertinagem e legalismo. Alguns, talvez a maioria, ficam com sexo na mente 24 horas por dia. Outros tem nojo do sexo, e adotam atitudes vitorianas a respeito. O sexo também gera controvérsias em círculos religiosos. Em algumas religiões, o sexo se justifica somente pela reprodução da espécie, como se fosse algo “sujo” fora deste propósito. Historicamente, seitas e religiões pagãs têm feito do sexo uma parte integral de adoração aos deuses ou a um líder carismático. A igreja evangélica, apesar da sua teologia geralmente sã com respeito ao sexo, tem sofrido golpe após golpe contra seu testemunho justamente por causa da promiscuidade e imoralidade de alguns de seus líderes. Ou tem errado por omissão, gaguejando sobre sexo quando Deus fala clara e abertamente. Autor e conferencista evangélico Jaime Kemp diz o seguinte sobre o clima moral do nosso mundo:

A nossa sociedade, ao que tudo indica, está obcecada pelo sexo. Nem mesmo Freud conseguiria explicar. O sexo fora do casamento, a homossexualidade, a masturbação, o sexo em grupo, o estupro, a prostituição infantil, a pornografia são práticas cada vez mais aceitas em nossa sociedade. . . .O sexo é utilizado na propaganda de automóveis, desodorantes, roupas e até mesmo de adoçantes. É impossível você se aproximar de uma banca de jornal, sem se constranger com o grande número de revistas pornográficas. A TV a cabo fornece canais exclusivos de exibição sexual e mais de 50% das informações disponíveis na Internet baseiam-se em sexo (Lição 12, Revista EBD SOCEP, Jaime Kemp: O Cristão e o Sexo, p. 43).

Uma situação semelhante, era o clima sexual “esquizofrênico” que existia na Igreja de Corinto! Como a nossa, era uma cultura extremamente sensual. As religiões falsas, idólatras e demoníacas da cidade promoviam prostituição cultual como forma de adoração aos ídolos. Sexo livre, prostituição, homossexualidade e mais, reinavam. O nome da cidade, “Corinto”, foi transformado num verbo para descrever perversão moral: “Corintizar” significava debochar. Por outro lado, havia um grupo de cristãos naquela cidade, salvos, de moral, resgatados do lamaçal sexual, que repudiavam aquela velha vida. Alguns dos coríntios corriam o risco de levar o pêndulo para o outro lado. Estavam tendendo para um asceticismo que menosprezava a relação sexual, mesmo entre os casados. Reagiram contra os abusos sexuais, e corriam o risco de desprezar algo que Deus havia criado para o homem, algo bom, puro e santo. 1 Coríntios 7 foi escrito para corrigir essas tendências desequilibradas. Pois os leitores tinham dúvidas sobre uma sexualidade sadia numa cultura pervertida.

I. O Casamento não é para Todos (pois desvia atenção do Reino) (7.1,7)
Paulo começa respondendo uma carta enviada pelos coríntios. Provavelmente a primeira pergunta feita por eles: “Paulo, não seria melhor nunca casar?”
Sua resposta é clara e objetiva, mas reflete suas reservas: “Sim, é bom que o homem não toque mulher.” A frase “não toque mulher” é uma forma suave de dizer, “É bom não entrar num relacionamento conjugal com suas obrigações sexuais.” Pode parecer estranho, quando lembramos do que Deus falou em Gn 2:18 e 24 “Não é bom que o homem esteja só . . . por isso, deixa o homem pai e mãe, une-se à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” Mas Paulo estava escrevendo em meio a circunstâncias bem específicas. Há pelo menos 3 fatores que influenciaram essa resposta, razões que devem ser consideradas por alguém que pensa no casamento. São razões para não casar:

1. A difícil situação corintiana (26,27). Aparentemente haviam muitas dificuldades para os crentes em Corinto. Talvez perseguição, marginalização ou pobreza. Mas à luz dessas dificuldades, Paulo aconselhou que as pessoas não assumissem novos estados civis que implicariam em vários ajustes e adaptações em meio a tribulação.

2. Liberdade para servir o Reino de Deus (7,8, 32-35). A “solteirice” traz grandes vantagens para quem serve o Reino. Seu interesse não está dividido. De corpo e alma ele pode servir ao Senhor. Está livre para ir e vir, para estabelecer seus próprios horários, gastar seus bens, sacrificar a si mesmo, dedicar-se até a morte ao Senhor. Mas o casado tem outras obrigações, dadas por Deus, que acabam clamando por sua atenção.

3. O dom de Deus (7). O celibato não é a norma para o ser humano, muito menos para a sociedade. A ordem divina de “multiplicar-se e encher a terra” (Gn 1.28) nunca seria cumprida a não ser que a maioria casasse e tivesse filhos. Gênesis diz: “Não é bom que o homem esteja só . . . por isso, deixa o homem pai e mãe, une-se à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” O casal casado reflete a imagem de Deus, justamente em seu relacionamento conjugal, em que dois-em-um refletem três-em-um. Isso é bom, puro e santo. É a norma. Mas há exceções. Exige um dom especial de Deus, o chamado “dom de celibato”. A palavra “dom” usada aqui é a mesma usada quando a Bíblia se refere aos “dons espirituais”—uma capacidade sobrenatural, dada por Deus, para uma obra especial. É um produto da graça de Deus na vida de um indivíduo. Algumas pessoas têm o “dom” de celibato, outros têm o “dom” de casamento—“um de um modo, outro de outro.” É a GRAÇA de Deus que capacita um indivíduo, para um ou outro estado civil. Por ser uma questão de “graça”, não podemos nem devemos reclamar do nosso estado civil. A graça dEle é suficiente para isso! Não temos que nos entregar às fantasias sexuais, práticas pervertidas da cultura, pornografia, ou imoralidade. Paulo diz que gostaria que todos fossem como ele era, ou seja, solteiro. De fato, a maioria pensa que Paulo foi casado, mas que era viúvo, ou talvez que sua esposa não-crente havia o abandonado. De qualquer jeito, ele permanecia nesse estado para melhor servir a Deus. Cabe aqui uma palavra de exortação. Casados, cuidado para não presumir que seus amigos solteiros são “pobrezinhos”. Que todos vivem esperando o dia que finalmente poderão se casar e serem “inteiros”. Que são desesperados, encalhados, não-desejáveis, ou que há algo de errado com eles. Sem saber, machucamos, ferimos, essas pessoas pela nossa insensibilidade e falta de tato. Cuidado! Em alguns casos, são pessoas MAIS completas, do que aqueles que PRECISAM casar. Não devemos saír por aí, como cúpidos tentando casar todo mundo! Cuidado, solteiros, para não viver sua vida procurando “a grama mais verde”. Paulo exalta o celibato, o estado civil de solteiro, especialmente quando a pessoa aproveita os anos de “solteirice” para investir no Reino de Deus! Invista esses anos preciosos em serviço desimpedido ao Reino de Deus. Cresça como pessoa. Desenvolva seus dons, suas habilidades, para ser uma pessoa cada vez mais atraente, mais piedosa, mais sensível, mais amável, não na esperança de um dia se casar, mas para ser um servo cada vez mais eficiente do verdadeiro Noivo, Jesus Cristo.

II. O Casamento Visa Evitar Imoralidade (para poder servir ao Reino de forma não dividida) (7.2) Paulo reconhece que o “dom” de celibato não é para todos, e que na verdade talvez seja para a minoria. A maioria das pessoas tem desejos e impulsos sexuais tão fortes (dados por Deus!) que o celibato não é uma opção. Essas pessoas enfrentam uma luta diária, todo dia, toda hora, talvez todo minuto de suas vidas. Seus desejos são como um vulcão pronto para explodir. Ainda mais em nossa cultura, que é extremamente sensual, somos cercados por tentações sexuais que nos preparam emboscadas todo o tempo! Bancas de jornal, propagandas, outdoors, filmes, conversas, piadas, roupas indecentes, tudo pode ser uma armadilha para fazer-nos cair. Para esses, Paulo diz que devem procurar meios legítimos para resolver suas frustrações. Em 6.18 ele fala que devemos fugir DA imoralidade. Aqui, devemos fugir PARA o casamento. Deus deu o casamento como a única expressão legítima, pura e santa de nossa sexualidade. “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito (coito) sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb 13.4).

Deus é quem criou o sexo. Ao contrário da opinião popular, Ele não é um velho, mal-humorado no céu, querendo chover no nosso pique-nique sexual. Pode ter certeza de que Ele tem um plano para o relacionamento sexual. Aqui aprendemos que o sexo não é só para procriação. Tem um propósito de prazer também É impressionante como o Inimigo, Satanás, perverte tudo que é bom. Os melhores presentes que Deus nos dá, ele tenta estragar. Usa dons espirituais para dividir igrejas. Usa a música para separar irmãos. Usa o sexo ilícito para sujar a imagem de Deus e causar culpa, doença e ressentimento.

Para evitar aberrações sexuais, e principalmente para evitar o estrago do testemunho da Igreja e do Reino, Paulo recomenda o casamento. O CASAMENTO NÃO É UM FIM EM SI, MAS UM MEIO PARA PROMOVER UM FIM, A GLÓRIA DE DEUS PELA EXPANSÃO DO SEU REINO. O que justifica o casamento aqui é melhor serviço ao Reino de Deus, sem distrações, sem perversões, sem impureza. Case-se, não somente para satisfazer seus desejos sexuais, mas para poder servir ao Reino sem distrações. A ênfase não é tanto em direitos, mas responsabilidades. Não que exijo meu direito ao corpo do cônjuge, mas assumo a responsabilidade de usar meu corpo para agradá-lo. (Repare na igualdade inédita entre marido e esposa em termos sexuais. A mesma responsabilidade pertence a cada um.) Quando casamos, entramos numa aliança que tem como uma das suas condições o compromisso de fazer tudo possível para satisfazer os desejos legítimos sexuais do outro. Faz parte da aliança, e ferimos aquela aliança quando não satisfazemos regularmente os desejos do cônjuge.

Somos lembrados da fórmula bíblica que justifica o casamento: 1 + 1 > 2. O casamento justifica-se quando a soma das nossas vidas significará maior impacto para o Reino de Deus do que sozinhos. Por isso evitamos o jugo desigual (2 Co 6.14). O jugo desigual significa um serviço ineficiente, distraído, desviado, de cultivo do campo do Senhor. O casamento justifica-se quando duas pessoas são “auxiliadoras idôneas”, cada um complementando o outro, satisfazendo os desejos do outro, reforçando os pontos fracos do outro.

Por que viver em harmonia no casamento?

Pastor Gilson Bifano

Viver no casamento de forma harmoniosa é um desafio para homens e mulheres. É um desafio porque homens e mulheres são muito diferentes. Por causa dessas diferenças é que muita gente já ganhou muito dinheiro escrevendo livros do tipo “Homens são de Marte e mulheres são de Vênus”, “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor”, “Os homens são ostras…as mulheres, pés-de-cabra”, e outros do gênero.
Na Bíblia, encontramos boas razões para maridos e esposas buscarem juntos a harmonia conjugal. A primeira delas está em 1 Pedro 3.7. No texto citado, Pedro, que experimentou os desafios do casamento, recomendou que os maridos procurassem viver com suas esposas com entendimento.

É um imperativo dado por Deus aos casais. Embora o texto seja dirigido aos maridos, se aplica da mesma forma às esposas. Os cônjuges, se desejam agradar a Deus, devem se esforçar para entender um ao outro no lar. Entender é sinônimo de compreender. Para compreender é preciso se esforçar, colocar-se no lugar do outro, é estudar o jeito de ser do outro. Não é uma tarefa fácil, mas possível.

A segunda razão para os casais buscarem a harmonia conjugal, além de ser um imperativo bíblico, tratase de um requisito para que as orações sejam ouvidas. No mesmo texto, Pedro escreve: “…para que as vossas orações não sejam impedidas”. Lembro-me de uma certa vez em que eu e mais dois amigos estávamos para fazer uma viagem até São Paulo. Antes de ligar o carro, meu amigo que estava ao volante pediu que meu outro amigo orasse. Ele começou a orar e logo interrompeu sua oração, dizendo que Deus não o ouviria porque tinha saído de casa brigado com a esposa. Ligou para a esposa, pediu perdão e depois recomeçou a orar.

Muitas orações não estão sendo atendidas porque há desarmonia conjugal. Viver em harmonia, com entendimento no casamento, é uma condição para Deus ouvir as orações do seu povo. Um marido ou uma esposa, ao participar das reuniões de orações, deve verificar se estão buscando juntos a harmonia, caso contrário Deus não os ouvirá.

O terceiro motivo para viver em harmonia no casamento está nos dois primeiros capítulos de Gênesis. Antes da queda, homem e mulher, marido e esposa, viviam em perfeita comunhão e entendimento. Não havia egoísmo, rixas nem contendas. Viver em comunhão no casamento é uma busca dos cônjuges ao projeto de Deus para a vida a dois. É uma tentativa de resgate do que existia no Édem antes da queda. É claro que aquele estado de perfeição não será jamais alcançado mas, em Cristo, casais podem viver de maneira harmoniosa e com entendimento e experimentar um pouco daquele estado.

Para se viver com entendimento no casamento é preciso alguns exercícios como, por exemplo, se colocar no lugar do outro, estudar, aceitar e saber conviver com seu temperamento. E, acima de tudo, pedir sabedoria a Deus para viver este imperativo no cotidiano da vida conjugal. É uma tarefa difícil, é verdade, mas possível. Possível porque Deus fez homem e mulher. Porque sua Palavra convoca os cônjuges a buscarem este ideal e porque o Espírito Santo de Deus pode e deseja orientar os casais nesse sentido.

Fonte: www.comunhao.com.br

Reflexão

Certa senhora estava casada com um homem a quem, realmente, não amava. E ele era duro; fazia com que ela levantasse cedo para preparar seu café e mesmo quando estava em casa, preparava uma lista de coisas que ela deveria fazer durante o dia e cujo cumprimento ele cobrava com todo o rigor. A vida dela era miserável com aquele homem. Um dia, o marido morreu e passado um tempo, ela se casou de novo, desta vez, com um homem ao qual, de fato amava. Certo dia, ao fazer uma limpeza em casa, deu com a lista preparada por seu primeiro marido. Sentou-se para lê-la e descobriu, com surpresa, que agora estava fazendo, voluntariamente todas aquelas coisas. Só que agora ela as fazia sem temor mais com amor. Alguém usou essa história como comentário a Rm 7.6. Lembremos que os judeus davam o dízimo por obrigação; nós o damos por amor.

Como temos reagido hoje ao pecado em nossa casa?

O pastor Nilson Bocard contou de uma tia da esposa. Disse que a mãe desta tia morreu. E sabe como ela morreu? …morreu na véspera do casamento da filha… morreu porque soube que a filha estava casando grávida. Oh!

O casamento

Todo casamento precisa ser uma casa solidamente edificada sobre a rocha, capaz de permanecer em pé ainda que haja “chuva no telhado, rio nos alicerces, vento nas paredes”. (José Lopes da Cunha, em O Jornal Batista, pg 4b – 10 a 16/12/2001).

Releflexão : Casamento

Aconteceu uma vez num leilão de se vender mercadorias de grande valor. Um cobertor de lã estava ali e, sendo de finíssimo acabamento, atraía a atenção de todos. Então, o leiloeiro perguntou: “Quanto dão por este belo cobertor?” Uma voz masculina disse: “Mil”. Uma voz feminina: “Dois mil”. Tornou o homem: “Pago quatro mil”. E a mulher: “Eu dou seis”. Estava estabelecida a competição. Quando a oferta chegou a 12 mil, para o agrado do leiloeiro, lance bastante alto para aquele cobertor, o martelo foi batido sobre a mesa, ao mesmo tempo em que dizia o leiloeiro: “Vendido para o Sr. Silva. Doze mil”. A voz feminina soou lá de trás: “Sr Silva!! … mas esse é o meu marido!” Ah! Se tivessem se unido desde o começo no mesmo propósito, teriam adquirido o cobertor por um preço muito melhor e menor! Veja que a rivalidade produz grandes prejuízos!
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Ame sua Esposa

Outro dia peguei um livro para ler. Era um livro escrito especialmente para tratar da área conjugal, endereçado à jovens casais. Livro evangélico, de autor cristão bem firmado! Encontrei a seguinte sugestão, logo no primeiro capítulo: “Como mandar a esposa embora sem o mínimo esforço”. Fazendo a leitura descobri como: Não a ame.
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CASAMENTO DURADOURO

O casamento é uma ilustração espiritual do relacionamento entre Cristo e a Igreja
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O Apóstolo Paulo diz que a esposa está “sujeita” a seu marido enquanto ele viver. “Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido” (Romanos 7:2). O princípio que podemos perceber aqui é de que alguém tem que morrer antes que o casamento acabe. Este é a visão de Deus, e freqüentemente não se relaciona com a realidade do casamento nos dias de hoje. Em nossa sociedade moderna, o casamento termina em divórcio mais de 51% das vezes. Isto significa que mais da metade dos casais que fazem os votos de que “até que a morte os separe” não chegam a tal ponto.

Então, a pergunta se torna: o que pode o casal fazer que garanta que seu casamento será “até que a morte os separe”? A primeira e mais importante questão é a da obediência a Deus e Sua Palavra. Este é um princípio que deveria ser enfatizado na vida antes do casamento e enquanto o homem e a mulher ainda estão solteiros. Deus diz: “Porventura andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?” (Amós 3:3). Para o crente nascido de novo, isto significa jamais começar um relacionamento sério com alguém que também não seja crente. “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (II Coríntios 6:14). Se este único princípio fosse seguido, pouparia-se muita dor de cabeça e sofrimento mais tarde no casamento.

Outro princípio que protegerá a longevidade do casamento é o de que o esposo deve obedecer a Deus e amar, honrar e proteger sua esposa como faria com seu próprio corpo (Efésiso 5:25-31). O outro lado da moeda é que a esposa deve obedecer a Deus e se submeter a seu próprio marido “como ao SENHOR” (Efésios 5:22). O casamento entre um homem e uma mulher é uma ilustração espiritual do relacionamento entre Cristo e a igreja. Cristo deu a Si mesmo pela igreja e Ele a ama, honra e protege como Sua “noiva” (Apocalipse 19:7-9).

Quando Deus trouxe Eva a Adão no primeiro casamento, ela foi feita de sua “carne e ossos” (Gênesis 2:31) e se tornaram “uma só carne” (Gênesis 2:23-24). Este é um conceito que foi perdido em nossa sociedade moderna. Tornar-se uma só carne significa mais do que apenas uma união física. Significa um encontro de mente e alma para formar uma unidade. O relacionamento vai muito além de atração sensual ou emocional e entra na esfera da “unidade” espiritual, que somente pode ser encontrada quando os dois se rendem a Deus e a si mesmos. Este é um relacionamento que não é feito de “eu ou meu”, mas de “nós e nosso”. Este é um dos segredos em se ter um casamento duradouro. Fazer que um casamento dure até que a morte leve um ou outro e os separe é algo que os dois devem priorizar. Solidificar o relacionamento vertical com Deus faz muita diferença em garantir que o relacionamento horizontal entre marido e esposa seja duradouro e que também glorifique ao SENHOR.

Fonte: gotquestions.org
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